Mural

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Professores da rede municipal fazem nova manifestação em SG

O refrão "Você pagou com traição a quem sempre te deu a mão", do samba "Vou festejar", de Neoci, Dida e Jorge Aragão, imortalizado na voz de Beth Carvalho, foi a trilha sonora do protesto dos professores grevistas da rede municipal de São Gonçalo em mais uma manifestação de repúdio ao reajuste salarial de 0,01% concedido pela prefeita Aparecida Panisset. Servidores recorreram a roupas de enfermeiro e uma maca para simbolizar o estado da saúde no município. Após o ato público, a secretária de Educação, Keyla Nícia, recebeu uma comissão e ofereceu contraproposta de 2,5%. Os professores, no entanto, consideraram irrisória a oferta feita pela prefeita e decidiram – por unanimidade – manter a greve nas 80 unidades municipais, iniciada no dia 5. Eles reivindicam aumento de 26% diante das perdas salariais dos últimos três anos.
O piso do professor em São Gonçalo é de R$ 560 e dos funcionários administrativos, de R$ 273. No entanto, segundo os técnicos do governo, o aumento de 2,5% é o patamar possível que o município pode chegar atualmente.
A Prefeitura garantiu também que dos 3.290 professores de São Gonçalo, 90% (equivalente a mais de 2,9 mil profissionais) recebem salário médio, por matrícula, entre R$ 1.606,78 e R$ 1.807,19, contando com gratificações.
A manifestação começou às 14h em frente à Secretaria de Educação, no bairro da Estrela do Norte, e só acabou no fim da tarde diante da Prefeitura de São Gonçalo.
Revoltados, alguns servidores se vestiram de enfermeiros e carregavam uma maca onde estava escrito "Educação de São Gonçalo", que, segundo eles, simbolizava a "doença da educação no município". Havia também uma coroa de flores, que, segundo os manifestantes, representava a morte da democracia no município.
Segundo os professores, as flores faziam referência a proibição da entrada dos pais dos alunos nos colégios por parte da Prefeitura, que estaria impedindo os responsáveis de se informarem sobre os motivos da greve.
"Estamos dentro da escola dando informações sobre a greve para os pais e alunos. Mas os diretores estão proibindo os pais de entrarem, por odem da Prefeitura ", denunciou Yara de Souza Ferreira, diretora da Sepe.
Repasse atrasado para o Projovem
Professores membros do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem), - desenvolvido pelo governo federal em convênio com as Prefeituras - também participaram da manifestação. De acordo com qualificador profissional do programa em São Gonçalo, Kleber Otello, os salários já estão com cinco meses de atraso, pois as verbas não estariam sendo repassadas pela coordenação municipal.
"Além de todas as dificuldades do programa, ainda foi proposto rodízio de professores. Cada unidade tinha seis professores, mas agora tem somente dois, o que acaba prejudicando a qualidade do ensino", disse Otello. Ainda de acordo com ele, o programa é uma importante ferramenta para inclusão social.
"Não estamos em greve por respeito aos alunos."
A Secretaria de Educação informou que o rodízio de professores não foi imposto, mas sim uma solicitação da categoria para amenizar custo com deslocamento. Sobre atrasos de salário, alegou que o governo federal não estaria repassando as verbas por problemas no sistema operacional do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Em quem você vai votar?

O Site "São Gonçalo em foco" está com uma enquete para saber em quem você votará para prefeito(a) de São Gonçalo, se a eleição fosse hoje. Para votar clique aqui.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Moradores reclamam melhorias prometidas para rua de SG

Moradores da Travessa Manoel Coelho, no Pita, em São Gonçalo, acusam a Prefeitura de São Gonçalo de não cumprir uma promessa, conforme noticiou a Coluna Informe na edição de ontem. Há dois anos, eles ganharam o primeiro lugar em um concurso que avaliava a rua mais enfeitada para a Copa do Mundo de 2006. Segundo moradores, na ocasião, a prefeita Aparecida Panisset esteve no local e, além de entregar o prêmio no valor de R$ 500, teria prometido melhorias na via. No entanto, até hoje nada foi feito.
Segundo o aposentado Welington da Costa, de 65 anos, a rua sofre nos períodos de chuva por conta de dois valões que não suportam o volume de águas pluviais e esgoto, provenientes de ruas no entorno. Ele falou que Panisset havia prometido a construção de uma galeria maior, que comportasse todo o fluxo.
"Toda vez que chove é o mesmo problema, e não sabemos mais o que fazer. Todas as casas já tiveram que aumentar seus portões e muros, mas a prefeitura não aparece para resolver a questão. E olha que estamos esperando há dois anos", reclamou o aposentado.
A funcionária pública Geiza Reis é uma das moradoras que tiveram que se adequar ao problema. Ela conta que na última tempestade, a força da água foi tanta que chegou a estourar o seu portão de ferro. Desde então, ele teve que fazer uma reforma em sua residência.
"Perdi muita coisa, a água quebrou o meu portão, invadiu a minha casa, estragou roupas e móveis. Estou desacreditada com tantas promessas."
O síndico de um condomínio com 160 apartamentos na rua, José Ribamar, de 58, contou que a última vez que esteve na prefeitura para reclamar a reforma, um funcionário garantiu a ele que o projeto estava em fase de licitação.
O secretário de Infra-Estrutura e Urbanismo de São Gonçalo declarou que, por enquanto, não há nenhum projeto previsto para a Travessa Manoel Coelho. Ele informou ainda que desconhece essa licitação.

Vereador acusa Panisset de omitir informações sobre seu mandato

O vereador de São Gonçalo Alécio Breda Dias, o Lecinho (PMDB), está acusando a prefeita Aparecida Panisset (PDT) de não prestar contas de seu mandato. Ele informou ontem que deu entrada, no último dia 21, com nove ações no Ministério Público Estadual contra a pedetista, alegando que ela não respondeu, dentro do prazo legal, a requerimentos enviados pelo parlamentar ao Executivo em fevereiro e março. Para Lecinho, a omissão significa crime de responsabilidade cometido por Panisset.
"Minha obrigação, como vereador, é fiscalizar o Executivo. A dela é prestar contas e informar o que faz. Se um vereador pede informações formalmente, em forma de requerimentos votados e aprovados pela Câmara, ela deve responder em 30 dias. Senão, segundo a lei, comete crime de responsabilidade e pode ter o mandato cassado."
Lecinho pediu informações sobre uso de cartões corporativos (cartões de crédito) pelos secretários e servidores do alto escalão do Executivo; cópia de contrato com empresa que fez a reforma do Pronto-Socorro Municipal; do contrato de compra do tomógrafo para a instituição; sobre a reforma de creches comunitárias e praças (quanto custou a obra em cada unidade); quantos servidores usam aparelhos de telefone celular às custas do contribuinte e o valor das contas; o valor do repasse da verba do Sistema Único de Saúde; valor de aluguel de imóveis da Prefeitura, quantidade de unidades alugadas e seus endereços; e porque a Prefeitura paga R$ 5 mil pelo aluguel de terreno para ser usado pelo Centro de Cultura Popular, se ele não está no local.
Procurada para falar sobre o assunto, a Procuradoria do Município respondeu, através da assessoria de imprensa, que até ontem não tinha recebido qualquer notificação do MP e por isso a Prefeitura não iria se manifestar sobre as ações.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Divulgada tabela com ranking de cidades beneficiadas pelo ICMS Verde

Catorze cidades do estado do Rio de Janeiro não vão ganhar um tostão por não possuírem políticas de conservação ambiental, como tratamentode esgoto, lixo, proteção de florestas e mananciais de água. Aestimativa é baseada no cálculo do ICMS Verde, imposto que podebeneficiar ou não as cidades que zelarem pelo meio ambiente. A tabelafoi publicada nesta terça-feira pelo governo estadual.
SÃO GONÇALO NÃO VAI RECEBER NADA.
A lei prevê que, da parcela de 25% do Imposto sobre Circulação deMercadorias e Serviços (ICMS) destinada aos municípios, um percentualfique com prefeituras que despoluem rios, promovem a destinaçãoadequada do lixo e criam unidades de conservação. Sancionado emoutubro de 2007 pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, o ICMS verdeentra em vigor em 2009. Mas as cidades já podem saber o que ganham e oque perdem.
Os 14 municípios que tiraram nota zero pertencem, na maioria, aonoroeste do estado. São as cidades mais pobres e com menos estrutura:Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Italva, Itaocara, Laje do Muriaé,Macuco, Santo Antônio de Pádua, São José de Ubá e Varre-Sai. Na REgiãoSerrana estão: Areal, Paraíba do Sul, Comendador Levy Gasparian e TrêsRios; e São João da Barra, na Região Norte.

Cálculo

Para chegar ao índice a Fundação Cide, órgão do governo do estado quecalculou a taxa, reuniu dados passados pelos municípios. Quem nãotinha nenhuma política ambiental, como as já citadas, ficou com "nota"zero. Conforme o município apresentasse ações de convervação o índicecrescia. Quanto maior o valor, maior o percentual redistribuido apartir do ICMS. Dos R$ 3,6 bilhões a que as 92 cidades têm direito, R$36 milhões vão ser apenas do ICMS Verde.

As cidades mais "verdes"

Os municípios que abocanharam a maior parcela do imposto são os maisdesenvolvidos do estado. Mas isso não é uma regra. Cachoeiras deMacacu, por exemplo, possui o maior índice porque têm um grandemanancial em seu território, mas não dispõe de coleta de esgoto, entreoutros cuidados. A cidade ficou com 5,7 de índice, e vai levar 5,7%dos R$ 36 milhões, ou seja, R$ 2.052 milhões.
A capital Rio de Janeiro tirou nota 3,2, e levará R$ 1,1 milhão. JáNiterói, que ficou com 3,67, ganhará R% 1,3 milhão. Nova Iguaçu eMesquita, que ficaram com 3,8 e 3,6, respectivamente, também vãoarrecadar boas quantias. Assim como Resende, também com índice 3,6, ePetrópolis, com 3,4.
A idéia é que o percentual destinado a prefeituras com boa gestãoambiental cresça a cada ano. Em 2011, a arrecadação atingirá o tetoprevisto em lei, de 2,5% do valor do ICMS arrecadado pelos municípios- o que seria o equivalente a cerca de R$ 100 milhões.
Esta iniciativa já acontece em mais de 10 estados brasileiros: em SãoPaulo desde 1993, Minas desde 1995, Rondônia, desde 1996, Rio Grandedo Sul desde 1998, Mato Grosso e Pernambuco desde 2001.

TABELA DE DESCONTOS ANEXADA PELA PREFEITURA NO CONTRA-CHEQUE DOS PROFESSORES



CARTA ABERTA À POPULAÇÃO DE SÃO GONÇALO


click na imagem para ampliar






domingo, 25 de maio de 2008

Manifestação dos Professores em São Gonçalo

Ajuda que não caiu do céu

O sonho da casa própria para 37 famílias de baixa renda de São Gonçalo começou a tomar contornos reais quando o padre Antônio Revers (Missionários do Sagrado Coração), da Paróquia São Pedro de Alcântara, conseguiu recursos para comprar uma área de 67 mil metros quadrados em Ipiiba e a dividiu em lotes para serem vendidos a baixíssimo custo. Com a ajuda da Fundação Centro de Defesa dos Direitos Humanos Bento Rubião, eles conseguiram construir as casas em regime de cooperativa.
Hoje o padre, a ONG e a Associação Habitacional Mista de Ipiiba, formada pelos primeiros moradores, desenvolvem um projeto de casa ecológica para outras 88 famílias.
"A idéia do projeto nasceu depois que um funcionário da igreja foi enganado quando tentou comprar um terreno para construir sua casa. O terreno não era legal e ele acabou perdendo o dinheiro. A moradia não é um sonho e sim um direito de todos. A partir daí vi que tinha que fazer alguma coisa," lembra o padre Antônio, de 80 anos.
As casas, compostas de dois quartos, sala, cozinha e banheiro são dos proprietários dos lotes, que formaram uma cooperativa com a ajuda da Associação Bento Requião e construíram as moradias em regime de mutirão. O material foi financiado com recursos obtidos pela ONG, e os moradores estão pagando aos poucos.
"Ao invés de ficarem pagando aluguel, eles vão pagando aos poucos a casa que um dia será deles. Isso sem a burocracia de um financiamento comum, que exige uma renda que eles não têm. Eles pagam mensalmente um terço do salário, e com o retorno desse dinheiro, outras casas poderão ser construídas", explica o padre.
Infra-estrutura começa a ser implantada
Quando as casas ficaram prontas foram sorteadas para definir quem ficaria com cada unidade. Antes de iniciar a construção, eles receberam capacitação da ONG, com apoio técnico de engenheiros e arquitetos.
O local não tinha, praticamente, nenhuma infra-estrutura. A princípio foram furados dois poços artesianos e, posteriormente, os moradores conseguiram a legalização da ligação de água, que foi feita de forma clandestina, porém dentro dos padrões, o que facilitou a legalização junto à Cedae.
Para resolver a questão da falta de saneamento, a solução foi construir um biodigestor que separa a água, que pode ser reaproveitada dos dejetos, do qual se extrai biogás.
"Aqui separaríamos a água de sabão, vinda das pias, máquinas de lavar, chuveiro, que passaria por uma purificação e poderia ser aproveitada em um lago, por exemplo. Mas ainda falta concluir esta parte. Já os dejetos vão para outro tanque que extrai gás de cozinha, que vai para o fogão comunitário", conta um dos idealizadores do biodigestor e morador do local José Costa, de 42 anos.
Outras três casas estão em fase de finalização. Uma delas foi doada pelo proprietário e está sendo adaptada para se tornar o centro comunitário, que abrigará a cozinha comunitária, que hoje funciona precariamente em um barracão. No futuro, a idéia é usar o centro para oferecer cursos profissionalizantes e de informática.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Quando o sonho da moradia racha...


Toda manhã, Helena de Jesus acompanha com ansiedade a evolução da rachadura na parede da sala de seu apartamento, no condomínio Village Laranjeiras, no município de São Gonçalo. Em novembro de 2006, a doméstica deixou a casa de um cômodo em São José do Ribamar, interior do Maranhão, e mudou com o marido e dois filhos para o Rio, atraída pelas promessas da cidade grande.
- À noite, quando o silêncio é maior, ouvimos as paredes partindo e, no dia seguinte, as rachaduras surgem cada vez maiores - conta Helena, com uma angústia indisfarçável.
O empreendimento foi lançado há apenas nove meses, mas as rachaduras já se alastram por todos os 184 apartamentos. De acordo com os mutuários, a construtora Modelo, responsável pela obra, já realizou três pequenos reparos, mas as rachaduras voltam sempre com mais intensidade. O argumento apresentado pela empresa aos moradores, por meio de correio eletrônico, é que trata-se de um "problema natural, de assentamento de terreno".
Assim que chegou do Maranhão, a sorte pareceu ter aberto os braços para Helena: começou a lavar roupa para fora, encontrou vaga para os filhos em uma escola pública e o marido foi contratado como operário da obra de um edifício residencial de classe média. Com a renda, a família conseguiu entrar em um financiamento para a aquisição da casa própria, com duração de 15 anos, no conjunto habitacional de 23 blocos construído com recursos do Programa de Arrendamento Residencial.
Apesar do sacrifício para economizar R$ 240 por mês, a maranhense estava satisfeita com a nova vida, que prometia ser ainda melhor com a chegada de investimentos na região, atraídos pelo Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, da Petrobras, em construção na vizinha Itaboraí. Mas, dois meses depois de mudar-se para o Village Laranjeiras, o sonho da casa própria se converteu em pesadelo: começaram a aparecer rachaduras profundas na parte externa dos blocos e nos cômodos do apartamento de dois quartos.
Consultor técnico do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Canagé Vilhena diz que o problema das construções populares de má qualidade, verificado em São Gonçalo, é comum em outras cidades. Segundo ele, na ânsia de investir os recursos do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), algumas construtoras preferem priorizar a quantidade à qualidade, e, por isso, estão deixado de seguir as normas básicas de engenharia e arquitetura.
- Prédio novo com rachaduras é inaceitável - disse. - Os moradores devem formar uma associação e procurar imediatamente o Crea e o Ministério Público para apurar a responsabilidade civil e criminal. É preciso garantir a integridade física e moral dessas pessoas, que se sacrificam tanto para conseguir realizar o sonho da casa própria.
De acordo com a Prefeitura de São Gonçalo, somente no município sete novos conjuntos habitacionais acabam de ser lançados em parceria com o Ministério das Cidades, para famílias que ganham entre R$ 800 e R$ 1.800.
- A prefeitura faz o que pode, mas o déficit imobiliário no município é crônico e vem de longe - revela o secretário de Habitação de São Gonçalo, Fernando Medeiros.
Ele conta que a crise da habitação popular começou com a construção da Ponte Rio-Niterói, nos anos 70. Contratados para trabalhar na obra, centenas de operários mudaram para a cidade e instalaram-se com as famílias em terrenos baldios. A onda migratória levou à edificação no município da primeira vila operária do país, a Vila Laje. Em seguida, a construção da rodovia BR-101 atraiu mais trabalhadores para morar no local.
Com a terceira maior população do Estado (900 mil habitantes, aproximadamente), São Gonçalo enfrenta sérios problemas de ocupação irregular do solo. Hoje, existem 3 mil barracos construídos a menos de 15 metros da linha férrea que será utilizada para o escoamento da produção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
- Esperamos que o Comperj não seja mais um presente de grego para o município, como foi a Ponte Rio-Niterói e a BR-101 - desabafa Medeiros. - Rogamos que os trabalhadores que vierem trabalhar no Comperj não tragam suas famílias.
Com o intuito de amenizar a crise habitacional antes da finalização da obra do Comperj, prevista para 2012, a prefeita da cidade, Aparecida Panisset, sancionou uma lei para regularizar imóveis ocupados por famílias há mais de cinco anos. Outra alternativa em análise é a implantação de um projeto de hospedagem voluntária.
- O Comperj e as empresas que vão se instalar nos arredores vão precisar de pelo menos 40 mil trabalhadores, mas somente 10 mil serão empregados depois da conclusão das obras - calcula Fernando Medeiros. - A hospedagem em casas de família seria uma opção razoável de moradia temporária.
O anúncio de liberação recorde de recursos para habitação pelo governo federal acelerou desde o ano passado o movimento das escavadeiras no município. Desde o início do ano, foram construídos conjuntos habitacionais nos bairros de Santa Luzia, Columbandê, Jaboticabal, Tumbergia, Girassóis e Laranjal.
Para comercializar as unidades, foram realizadas feiras de financiamento voltadas para a população de baixa renda. Apesar do déficit no município, 269 apartamentos não foram vendidos. De acordo com a Secretaria de Habitação, as unidades não foram ocupadas porque muitos candidatos foram reprovados na avaliação de crédito. Márcio Leandro, morador do conjunto habitacional do Laranjal, discorda.
- Se em poucos meses o prédio já está rachando, imagine daqui a 15 anos, quando terminarmos de pagar? - diz. - A gente se sacrifica para pagar a prestação e, quando recebe o imóvel, ele tem risco de desabar. Eu só não saio daqui com a minha família, porque não quero perder o dinheiro que investi nem tenho para onde ir.

'Volta padre Dé, xô Panisset'

Durante a festa de Corpus Christi, cerca de vinte paroquianos da Igreja São Judas Tadeu, no Rocha, fizeram uma manifestação pacífica pela volta do padre José Osmar (Dé), que está afastado de suas atividades sacerdotais. Os cartazes diziam: ‘Ela não quer, o povo clama. Volta padre Dé’ e ‘Xô Panisset. ‘Volta padre Dé’.
"Estamos tristes e esperamos que ele volte em breve. Dom Alano (arcebispo de Niterói) nos disse que está descansando e volta em breve, mas ficamos sabendo que a prefeita está atuando em desfavor da volta do nosso padre", revelou o funcionário público Alexandre Couto.

PROTESTO CENSURADO


Até a comunidade evangélica aderiu ao movimento pelo regresso do sacerdote. Membros da Igreja Evangélica Sinais e Prodígios, de Colubandê, foram para a porta do Rincão com faixa ‘Queremos Padre Dé de volta’ e distribuíam um manifesto intitulado ‘Erva daninha afasta Padre Dé’, em alusão à prefeita. Eles acusam-na de ter ido queixar-se ao arcebispo da bronca que levou do padre durante missa há 15 dias, na qual ela estava presente.
“Estou solidário com o padre pois ele ajuda muito a comunidade. Isso é um ato de covardia, estão usando política para prejudicá-lo”, indigna-se Paulo Pancote, 47, diácono da igreja evangélica, que foi impedido de abrir a faixa no galpão e protestou do lado de fora.
O serralheiro Odair da Conceição, 54 anos, assistiu à missa do último domingo, em que o padre desabafou. “Ele disse abertamente que ela (a prefeita) estaria fazendo pressão junto à Arquidiocese para afastá-lo”, contou Odair que voltou a freqüentar as missas graças ao padre. “Ele fez com que as missas, antes tristes, se tornassem alegres”.
Há 10 anos o Padre Dé tenta montar projeto social no Rincão com clínica de fisioterapia, ambulatório, asilo, e cooperativa para ampliar projeto de assistência a moradores de rua.
“O sonho da vida dele é isso aqui. Ele se angustia pois a casa ainda não está pronta. Vamos procurar terminá-la antes do seu retorno”, afirmou Dom Alano. Padré Dé só vai retornar em novembro, após as eleições.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Fiéis montam 4 km de tapete em São Gonçalo


Com muita criatividade e cores vivas, os fiéis do município de São Gonçalo, transmitiram a fé na manhã desta quinta-feira (22), feriado de Corpus Christi. O tradicional tapete de sal tomou cerca de 4 km da principal via da cidade. Sal grosso, serragem e pó de café foram usados para compor as imagens.A confecção dos tapetes começou na noite de quarta-feira (21). Nem o frio e a neblina espantaram os moradores que mantiveram a tradição. Segundo a Secretaria de Comunicação Social do município, a data será celebrada ainda com uma procissão com o Santíssimo Sacramento da Eucaristia. De acordo com os organizadores, para confeccionar os 230 tapetes, as paróquias utilizaram mais de 46 toneladas de sal groso e 2 mil latas de tinta.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Padre Dé não irá celebrar missa de Corpus Christi na paróquia São Judas Tadeu

Na Paróquia São Judas Tadeu, onde havia rumores que a missa de Corpus Christi seria celebrada pelo padre José Osmar (Dé), que está afastado, não haverá missa. De acordo com funcionários da secretaria, os fiéis vão participar da Missa Campal celebrado pelo bispo auxiliar de Niterói, Dom Roberto Ferrería, na Rua Doutor Feliciano Sodré, no Zé Garoto, em frente à Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante.

O padre também teria enviado um comunicado à rádio comunitária ‘Por Amor’ informando que devido a um fato novo não terá condições emocionais de presidir a missa de Cura e Libertação, que é celebrada em todo quarto domingo do mês no Rincão do Senhor, na Água Mineral.

Os fiéis prometem fazer uma manifestação na quinta-feira, a partir das 8h, em frente à Igreja Matriz de São Gonçalo. O protesto é contra o afastamento do padre.

Falta pavimentação nas ruas do Boaçu, em São Gonçalo

No bairro do Boaçu, em São Gonçalo, o abandono é geral. Nas ruas Jacinto Candido e Profª Maria Nina a situação é caótica. Quase desumana. Isso sem falar de outras ruas adjacentes que se encontram na mesma situação ou pior. Há ainda um terreno que virou depósito de lixo, de animais mortos e outras coisas. A iluminação é precária. Moradores tem medo de passar nos arredores do terreno por causa de assaltos. Já houve casos de ataque a mulheres e crianças.
Estão fazendo a pavimentação das ruas Antiga 39 e Antiga 40, que dão acesso às ruas Jacinto candido e Maria Nina. Mas de quê adianta asfaltar lá em baixo e deixar o povo que mora no morro sem pavimentação, sem água e sem esgoto adequado? Não tem lógica! Quando chover, vai descer tudo. Até porque quando chove o caminhão da coleta de lixo não sobe. Os moradores têm que descer com um calçado e lá embaixo, na rua principal, colocar outro. Isso é uma falta de respeito com o cidadão que paga seus impostos!Vamos acabar com isso!!!

Pais acusam posto de saúde, em São Gonçalo, por morte do filho de 26 dias

O comerciante Everton de Carvalho, de 33 anos, acusa o posto de Saúde Hélio Cruz, em Alcântara, pela morte de seu filho, Everton Junior, que morreu no último dia 17, às 23h10, com 26 dias de vida, no Pronto Socorro Infantil Darcy Vargas, após ser internado por conta de um abscesso ou celulite (inchaço), na coxa direita. Na certidão de óbito, as causas apontadas são parada respiratória, seguida de choque séptico ou sepse. De acordo com Everton, ele levou a criança para tomar a vacina BCG e de Hepatite no dia 5 de maio, no posto de saúde. Após alguns dias, o bebê teve uma reação à vacina e, logo depois, apresentou inchaço na coxa direita. A criança foi levada novamente ao posto de saúde no dia nove, mas a unidade não tinha nenhum pediatra para atendê-la e acabou sendo encaminhada para o Hospital Infantil Darcy Vargas, onde ficou internado até o dia 14, quando teve três paradas cardiorrespiratórias, vindo a falecer três dias depois no Centro de Tratamento Intensivo (CTI).Ainda de acordo com Everton, o abscesso teria sido causado pela falta de higiene do posto de saúde. "Meu filho nasceu saudável, com 2,8 kg e 50 centímetros. Ele morreu 15 dias após a vacina. Alguns funcionários do hospital Darcy Vargas me disseram, informalmente, que a infecção no sangue do meu filho ocorreu por conta da falta de higienização do posto de saúde", conta Everton. Para a médica que assinou a certidão de óbito da criança, Adriana Cócaro, responsável noturna pela UTI do hospital Darcy Vargas, a morte ocorreu por conta de uma fatalidade. "A criança chegou com uma celulite no local de aplicação da vacina. Mas isso não significa que a causa da morte foi uma reação à vacina ou a falta de higiene do posto. Várias crianças passaram pelo mesmo procedimento nesse dia e não sofreram nada. Foi uma fatalidade. Os bebês, naturalmente, têm baixa imunidade, e alguns não respondem ao tratamento", disse a médica.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Fiéis de São Gonçalo vão confeccionar os tradicionais tapetes no feriado de Corpus Christi

Em São Gonçalo, a confecção dos tapetes começa na noite desta quarta-feira. Vários fiéis das diversas Pastorais, Movimentos e Associações estarão produzindo os famosos tapetes de sal na Avenida Feliciano Sodré. Este ano o tema escolhido é "Eucaristia, fonte de vida".
Na quinta-feira, às 7h30m haverá concentração no pátio da Paróquia São Gonçalo do Amarante. Às 8h começará a celebração eucarística campal em frente à Matriz de São Gonçalo, que será presidida pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Niterói, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz. Após a Santa Missa, os fiéis seguem em procissão e haverá uma bênção solene do Santíssimo Sacramento no final do tapete, próximo ao SESI.
O Dia de Corpus Christi festeja a presença real de Jesus Cristo na hóstia consagrada, o que Ele mesmo instituiu na quinta-feira santa, durante a Última Ceia com os 12 Apóstolos. O Dia de Corpus Christi é uma festa móvel e cai sempre na primeira quinta-feira após o Domingo da Santíssima Trindade.
Conta a tradição que esta festa originou-se na Bélgica, no século XII, quando a Irmã Juliana de Cornillon teria tido visões de Jesus Cristo, o qual demonstrou-lhe o desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque. Em 1264, o Papa Urbano IV estendeu a festividade para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e os textos litúrgicos, até hoje utilizados durante a celebração.

Sujeira nas ruas de São Gonçalo

São sacos e mais sacos de lixo. No Centro, a sujeira se acumula ao longo dos trilhos do trem. Nos bairros, a situação piora. É difícil passar por uma calçada no bairro Barro Vermelho. É lixo para todo lado. Há cerca de 15 dias, a coleta é precária na cidade, segundo os moradores. A empresa contratada pela prefeitura para fazer o serviço não teria pago os funcionários, que pararam de trabalhar. Até sofá encontramos no caminho dos pedestres. A prefeitura de São Gonçalo informou que a empresa Serviflu, responsável pela coleta de lixo na cidade, já foi multada quatro vezes por causa de precariedade do serviço. Mas a prefeitura também pediu ajuda da população para que não jogue lixo no trilho do trem, já que a limpeza, segundo a prefeitura, é feita todos os dias. A empresa Serviflu disse que a coleta de lixo já voltou ao normal no município de São Gonçalo.QUEM ESTÁ FALANDO A VERDADE!!!!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Postos são demolidos em São Gonçalo




São Gonçalo é o segundo município mais populoso do estado, só perde para a capital. Na região vivem quase um milhão de pessoas e, para os moradores, um sério problema da cidade é o serviço na rede pública de saúde. Pelos dados da prefeitura, existem 65 unidades de saúde na cidade, só que, nos últimos tempos, algumas têm desaparecido. Nesta segunda-feira, o RJ-Móvel esteve no bairro Zumbi, onde havia um posto de saúde, mas só ficou o terreno vazio e a caixa d’água. Os moradores foram surpreendidos. “O posto no chão? E agora, como vai ficar para o povo?”, quis saber uma moradora. Até mês passado, no local funcionava o único posto de saúde do bairro. Agora ele foi demolido com a promessa de dar lugar a um posto novo para a comunidade. Mas os moradores estão preocupados. “Prometeram que no dia 8 de maio iria começar a obra, só que até agora nada”, reclama um deles. Seu Jordão, há dois dias, levou um tombo, machucou a cabeça e teve que ir até o centro da cidade, a mais de cinco quilômetros, para ser socorrido. “Lá no pronto-socorro de São Gonçalo. Aqui acabou nosso posto, foi eliminado”, queixa-se ele. Além disso, os moradores reclamam que agora no espaço vazio ficou o perigo. No terreno, foram encontradas seringas com agulha e muito ferro. “Estamos apavorados, porque as crianças entram aqui, brincam. Eles não cercaram o terreno, não fizeram nada. Isso pode dar uma doença muito séria nos filhos da gente”, alerta uma mulher. Também foram demolidos postos de saúde em pelo menos três outros pontos da cidade: no bairro Palmeiras, que atendia duas mil pessoas por mês, no Arsenal, que também recebia dois mil pacientes, e no bairro Porto Novo, onde três mil moradores procuravam atendimento todos os meses. Em um terreno, um outro posto começou a ser construído, mas já faz dois anos e até agora não ficou pronto.

Sobre o assunto, o RJTV conversou com Osmar Bria, subsecretário municipal de Saúde de São Gonçalo. RJTV: Por que os postos estão sendo demolidos e não reformados? Osmar Bria: Estamos procurando remodelar a saúde de São Gonçalo, fazer com que ela realmente funcione. Quando falamos de posto de saúde, falamos de atenção básica e há algumas normas básicas que esses postos não preceituavam, como existência de sala de vacina, sala de curativo, etc. E muito mais do que isso: o laudo da Defesa Civil colocava que havia riscos inclusive de desabamentos e quedas dos funcionários e pacientes, por causa de pisos desnivelados, além de parte insalubre. Qual é o prazo para que os postos fiquem prontos? A partir da primeira semana do mês que vem estaremos inaugurando o primeiro. Em quatro meses estarão prontos.

CARTA À POPULAÇÃO




VEJA COMO A PREFEITA PROFESSORA TEM TRATADO A EDUCAÇÃO

· Os alunos receberam só uma camisa de uniforme em 2006, nenhuma em 2007 e em 2008 começaram a receber no mês de Abril;
· A verba da merenda contínua a ser de 0,22 centavos por aluno;
· As Escolas continuam em situação precária, precisando urgentemente de reformas;
· Derrubou a E.M. Luiz Gonzaga e até agora não construiu outro prédio para o funcionamento da escola;
· Gastou 850 mil reais, sem licitação, com a compra de “método” de alfabetização que deprecia nossos alunos. Não discutiu com os Professores;
· Não Aplicou a verba da educação como deveria e por isso teve as contas 2005 e 2006 rejeitadas pelo tribunal de contas do Estado;
· Não Chamou professores concursados em nº suficiente e continua faltando professores nas escolas;
· Em 2007 desmarcou mais de 7 audiências com a comissão dos profissionais da educação e sindicato;
· Em 2005,2006 e 2007 não deu reajuste anual previsto na Constituição Brasileira;
· Não Paga salário mínimo de piso para os funcionários administrativos das escolas;
· Não paga salário família;
· Acabou com o atendimento de saúde pelo IPASG e
· O auxilio transporte não cobre as passagens dos servidores.

POR TUDO ISSO, OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO CONTINUAM LUTANDO CONTRA OS DESMANDOS DO PODER PÚBLICO E POR UMA ESCOLA DE QUALIDADE PARA TODOS.
LIGUE, COBRE, RECLAME, PARTICIPE DA LUTA POR EDUCAÇÃO E SAÚDE PARA TODOS!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A Ouvidoria-Geral do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro está bombando:


O Ministério Público estadual inaugurou sua Ouvidoria-Geral, recebendo denúncias de desrespeito a direitos do consumidor, agressões ao meio ambiente e ao patrimônio público, maus tratos a crianças, idosos e deficientes, informações sobre organizações criminosas, entre outras violações. Um dos objetivos da criação deste espaço é incentivar o exercício da cidadania e tornar a atividade do Ministério Público mais conhecida da população. Muitos não sabem que o MP é o defensor da sociedade e que está pronto para agir na defesa de seus direitos", afirmou o Procurador-Geral de Justiça, Marfan Vieira.A Ouvidoria é a porta de entrada do cidadão no Ministério Público e ele terá o retorno de tudo aquilo que nos encaminhar. Mesmo que tenha dúvida sobre se o caso é de nossa atribuição, nem por isso deve deixar de ligar. Aqui, ele receberá a orientação adequada", ressaltou Marfan Vieira. O denunciante não precisa se identificar para apresentar sua denúncia ao Ministério Público. Se desejar, poderá permanecer anônimo, ligando pelo número 127 (tarifa de ligação local) ou apresentando sua comunicação pessoalmente ou pela Internet. Os campos a serem preenchidos com dados pessoais no formulário disponível no site são opcionais e podem ser deixados em branco, sem prejuízo do acompanhamento dos casos pelo número de registro que será enviado ao denunciante assim que sua denúncia for processada no sistema da Ouvidoria.(site do MPRJ) E os recordistas são os prefeitos dos municípios da Baixada Fluminense. Por exemplo, a prefeita de Magé, Núbia Cozzolino está no topo da lista. A seguir vêm os prefeitos de São Gonçalo, Aparecida Panisset, de Duque de Caxias, Washington Reis, e o de Nova Iguaçu, Lindberg Farias.

Cinco ruas serão interditadas para o Corpus Christi

A Secretaria de Transportes da prefeitura de São Gonçalo publicou no Diário Oficial do município, resolução determinando a interdição ao tráfego de veículos de trechos de cinco ruas do Centro da cidade para as comemorações de Corpus Christi. De acordo com a resolução 25/2008, serão fechadas às 19h do dia 21 (quarta-feira) as seguintes vias: Rua Oscar Clarck (trecho entre a Avenida Presidente Kennedy e a Rua Coronel Moreira César), Rua Coronel Moreira César, Rua Doutor Feliciano Sodré, Rua Doutor Nilo Peçanha (no trecho entre a Praça Luiz Palmier e a Rua General Antônio Rodrigues) e Rua Salvatori (no trecho entre as ruas Feliciano Sodré e Aloísio Neiva). As interdições valem até o final da festa religiosa.
A resolução determina ainda a adoção de mão única de direção na Rua Aloísio Neiva, no sentido da Rua Salvatori para a Rua General Antonio Rodrigues. A Rua João de Souza terá sua mão invertida a partir das 19h do dia 21. Fica ainda proibido estacionar nas Ruas Aloísio Neiva e João de Souza no mesmo dia e horário.
O trânsito será desviado, de forma a evitar que os veículos vindos dos dois principais corredores viários da cidade (via Doutor March e via Porto Velho) passem pelo corredor viário do Centro da cidade durante a festa. Os motoristas que vierem do Barro Vermelho (via Doutor March) rumo ao Centro da cidade serão desviados para o seguinte trajeto: Rua Getúlio Vargas, Avenida Humberto de Alencar Castelo Branco, Praça do Rocha (retorno), Rua Salvatori, Rua Aloísio Neiva, e Rua General Antonio Rodrigues, de onde os motoristas poderão acessar a Rua Doutor Nilo Peçanha ou a Avenida Presidente Kennedy.
Já os motoristas que estiverem vindo do bairro do Paraíso rumo ao Centro terão que fazer o seguinte trajeto: Rua Doutor Francisco Portela, Rua Coronel Serrado, Avenida Humberto de Alencar Castelo Branco, Praça do Rocha (retorno), Rua Salvatori, Rua Aloísio Neiva, Rua General Antonio Rodrigues e de lá Rua Doutor Nilo Peçanha ou Avenida Presidente Kennedy.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Moradores de bairro em São Gonçalo reivindicam iluminação pública

Moradores do bairro Anaia pequeno, em São Gonçalo, pagam taxa de iluminação pública há mais de dez anos , sem nunca ter recebido o serviço. Segundo a Associação de Moradores do local, uma taxa de R$ 5 é cobrada diretamente na conta da Ampla - responsável pela iluminação residencial – e por isso, não há como deixar de pagá-la.
Em 2006, a associação de moradores entrou com pedido de iluminação pública no Ministério Público Estadual, mas enquanto o problema não é resolvido, cerca de dez mil pessoas que vivem no bairro sofrem com a falta de luz.
- Muita gente já se machucou porque caiu na rua, e até dentro de buracos. Os assaltos também são freqüentes. É até perigoso andar no bairro depois que escurece – reclamou Robson de Moura, presidente do Centro Pró- Melhoramento dos Moradores do Bairro Anaia Pequeno.
De acordo com a Ampla, a empresa faz somente a cobrança da taxa de iluminação pública, que é repassada para a Prefeitura de São Gonçalo, responsável pelo fornecimento do serviço. A Prefeitura informou que já visitou o local, mas que não será possível resolver o problema enquanto a Ampla não instalar postes de luz no bairro.

Prefeita de SG manda demolir postos de Saúde







Em 2005, assim que assumiu, a prefeita Aparecida Panisset mandou demolir o Posto de Saúde Enfermeira Ana Nery, no bairro do Gradim,para construir outro. Até agora a população anda mais de um quilômetro para conseguir atendimento médico. Nas últimas semanas a chefe do Executivo autorizou a demolição de outros três -- nos bairros Palmeiras, Engenho Pequeno(fotos) e Arsenal. Se as obras das novas unidades demorarem como a primeira...... coitada da população.











Greve nas escolas municipais de São Gonçalo vai continuar

Os profissionais das escolas municipais de São Gonçalo, em greve desde o dia 5 de maio, decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado, durante a assembléia realizada nesta quarta-feira. Na tarde desta quinta-feira, os profissionais de educação vão até à Câmara Municipal, para fazer uma vigília e para pressionar os vereadores para que eles intercedam junto à prefeita Aparecida Panisset para que ela abra negociações com os educadores municipais.
Nessa terça-feira, dia 20 de maio, a categoria fará uma nova passeata da Praça Zé Garoto até a prefeitura, onde os profissionais farão uma lavagem simbólica das escadarias da sede do Executivo municipal.
Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), até o momento, o governo municipal não negociou, nem acenou com qualquer proposta que contemple a reivindicação de reajuste da categoria, que é de 26% a título de reposição de perdas salariais dos últimos anos. Em 2007, a prefeita Aparecida Panisset concedeu um reajuste de 0,01%, considerado irrisório pela categoria e decisivo para que a greve fosse iniciada

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Quer andar de carro velho amor, que venha...

Um Chevette hatch em péssimas condições de conservação circula pela Rodovia Amaral Peixoto (RJ-104), na altura do bairro do Colubandê, em São Gonçalo. O carro é apenas um exemplo dos inúmeros veículos antigos - ou nem tão antigos assim, mas em condições precárias - que circulam pela cidade. Segundo o Detran, até dezembro do ano passado, a cidade detinha uma frota de 143.298 veículos. Desse total, 28.542 carros (19,9%) estavam em débito com o IPVA 2007. Mais da metade dos carros da cidade também não tinham comparecido aos postos de vistoria do órgão: 79.842 veículos (55,7%) estão com o licenciamento anual atrasado.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Poucas alternativas de lazer

Como se divertir em São Gonçalo? No segundo município mais populoso do estado, com 960 mil habitantes, os moradores dizem que faltam opções. Seu Valterlino mora na cidade há seis anos. Diz que sua única diversão é caminhar entorno do piscinão. Já nos finais de semana ele pega a estrada. “Só fora daqui, só indo para o Rio”, diz ele. Sem alternativa, muita gente costuma caminhar no lugar todos os dias ou jogar futebol em um campinho improvisado. Um grupo de senhoras foi comemorar antecipadamente o Dia das Mães, também na área do piscinão. Elas praticam ginástica diariamente e temem que o piscinão vazio, sem manutenção, feche por falta de investimento. “Se fechar vai fazer muita falta para nós”, comenta uma delas. Para quem tem filhos pequenos, a situação fica mais difícil. Maristela conta que as crianças têm pouco espaço para brincar. “Está faltando área de lazer. Tinham que dar mais prioridade a isso”, acredita ela. A Praça Zé Garoto, a mais conhecida do município, está em obras há meses, cercada por tapumes e cheia de buracos. A prefeitura de São Gonçalo descartou a possibilidade de a área de lazer em torno do piscinão fechar e a previsão é de que o piscinão volte a funcionar até o fim do primeiro semestre. Sobre a obra da Praça Zé Garoto, o atraso, segundo a prefeitura, foi por causa das chuvas. A previsão é de que a reforma termine em 30 dias. Nossa produção perguntou também sobre a reabertura da Casa das Artes, um centro cultural que fica perto da Praça Zé Garoto. A prefeitura disse que o espaço está fechado para obras e que só deve reabrir em junho.

domingo, 11 de maio de 2008

Fiéis ficam 'órfãos' de padre

Morando há 12 anos juntos e pais de dois filhos, o casal Ingrid Martins, de 28 anos, e Vítor César Alvarez, de 30, resolveram oficializar a união neste sábado. Freqüentadores da Paróquia São Judas Tadeu, no Rocha, em São Gonçalo, eles escolheram celebrar a união na comunidade por causa do padre José Osmar, mais conhecido como Dé, para ter a garantia de uma cerimônia inesquecível. Com o afastamento do pároco, eles e outros casais lamentam a ausência do sacerdote em um dos dias mais importantes de suas vidas.
"Escolhemos a igreja por causa do padre Dé, freqüentamos as missas e já temos uma relação de amizade com ele, que já conhece a nossa história. Se não fosse por isso, teríamos escolhido uma igreja mais tradicional, como a Matriz de São Gonçalo, por exemplo", lamentou o noivo.
Segundo Ingrid, ela se assustou quando foi à igreja pegar o nome completo do padre para levar ao cartório e descobriu que seu casamento não seria realizado por Dé.
"Comecei a chorar. Queria muito que ele estivesse lá. Não conheço o padre Ademar, mas para mim, não encontrar o padre Dé no altar daqui para a frente será um choque", afirmou a noiva.
O casal contou que, passado o choque, ficaram mais tranqüilos com relação à substituição. Mas não esconderam que a esperança de que padre Dé presidisse a cerimônia durou até a última hora.
De acordo com uma funcionária, que preferiu não se identificar, são realizados dois casamentos por sábado na Paróquia São Judas Tadeu, um pela manhã e outro no início da noite. Ela contou que as datas são agendadas com exatos seis meses de antecedência e que algumas noivas chegam a dormir na fila para garantir a marcação.
"A noiva da manhã chorou muito porque é amiga do padre e ele acompanhou toda a história do casal, desde o namoro. Mas depois acabou se conformando", disse a funcionária.
Decisão motivada por desentendimento
Segundo membros paróquia, o afastamento do padre Dé teria acontecido em virtude de um desentendimento com a prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset.
"Disseram que a prefeita havia prometido uma secretaria a alguém ligado à Igreja e a melhoria para o entorno do Rincão do Senhor – espaço onde Dé celebra algumas missas. Como ela não teria cumprido, ele teria rompido com ela. Aí a prefeita teria pedido ao arcebispo de Niterói (dom Alano Maria Pena) o afastamento dele da igreja para não influenciar os fiéis nas eleições", contou Vítor César.
Em nota oficial, a Arquidiocese de Niterói informa "que a Igreja não é partidária e que não assume qualquer papel contra ou a favor de qualquer partido". Segundo a nota, após conversar com o padre e esclarecer alguns fatos, o arcebispo de Niterói, dom Alano Maria Pena, resolveu conceder ao sacerdote um "tempo sabático", a seu critério.
Durante a missa do último domingo, dia 4, no Rincão do Senhor, dom Alano informou a comunidade que não houve pressão de ninguém para o afastamento do padre Dé, e externou ao sacerdote seu apoio ao trabalho pastoral e o incentivou a retomar seu trabalho, caminhando com a comunidade.
A prefeita Aparecida Panisset, através de sua assessoria, ratificou que nunca houve desentendimento com o padre Dé, e nem mesmo fez qualquer tipo de discriminação aos fiéis que participam do Rincão.
"A nossa relação com a Igreja é de cordialidade e parceria, exemplificada pelo apoio às festas de Corpus Christi e com as programações das paróquias do município. Essa polêmica toda não existe e ele sempre foi muito importante em São Gonçalo. Ele é um homem de Deus e espero que ele volte logo", disse a prefeita.
Padre Dé está em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, e não foi possível localizá-lo para comentar o caso.

sábado, 10 de maio de 2008

A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec) prorrogou por mais uma semana a campanha de vacinação contra a gripe para idosos

A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec) prorrogou por mais uma semana a campanha de vacinação contra a gripe para idosos, que deve se encerrar na próxima sexta-feira, dia 16.
A decisão – válida para todo o estado - foi tomada devido à baixa procura pela vacina por parte da população com 60 anos ou mais, estimada em mais de 1,67 milhão de pessoas. Na última quarta-feira, pouco mais de 300 mil idosos tinham sido vacinados. No ano passado, só nos três primeiros dias da campanha, esse percentual havia chegado a 30%.
Este ano, a Sesdec trabalha com a expectativa de atingir um índice de cobertura de 80% dos idosos, o que significa imunizar cerca de 1,4 milhão de pessoas.
Ao todo, foram instalados 1.300 postos de vacinação nos 92 municípios fluminenses. Segundo a Gerência de Doenças Imunopreviníveis e de Transmissão Respiratória da Sesdec, foram enviadas pelo Ministério da Saúde 1,7 milhão de doses de vacina contra o vírus influenza para a campanha em todo estado.
A única contra-indicação é a alergia aos componentes da vacina, principalmente à proteína do ovo. Portadores de doenças neurológicas em atividade também não podem receber o imunizante. Para quem estiver com gripe, febre ou sintomas de dengue, o recomendado é esperar melhorar e se vacinar depois. Eventualmente, a vacina pode provocar dor e vermelhidão no local de aplicação, febre baixa, mal-estar e dor no corpo. No entanto, as reações, em geral, desaparecem espontaneamente em 24 a 48 horas.
O imunizante deve ser tomado todos os anos. A escolha do outono para a aplicação é estratégica, pois a vacina precisa de duas semanas para induzir alguma proteção e de quatro a seis semanas para que a máxima proteção seja alcançada. Como o inverno é o período de maior circulação do vírus, tomando-se a vacina na estação anterior, garante-se máxima proteção na época de maior circulação do vírus influenza.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Prefeitura de São Gonçalo tem pelo menos dez carros irregulares

Um carro com licenciamento anual atrasado pode ser apreendido em qualquer blitz. O seu proprietário pode ser multado em R$ 191,54 e ganhar sete pontos na carteira de motorista porque o Código de Trânsito Brasileiro considera a infração gravíssima. Está lá no artigo 230, inciso 5º, do CTB e vale para todo mundo, de Norte a Sul do país. Mas esse detalhe da lei parece não preocupar a prefeitura de São Gonçalo. Foram Fotografdos aleatoriamente dez veículos oficiais do poder municipal ao longo do mês de abril. Um levantamento da situação desses carros no Detran mostrou que todos estão devendo uma visita a um posto de vistoria do órgão. Além disso, os carros estão com o seguro obrigatório (carros oficiais não pagam IPVA) de 2007 e 2008 em aberto.

Como se isso não bastasse, os automóveis acumulam 46 multas, a maioria vencidas. Os cofres municipais terão que desembolsar R$ 5.421,80 para quitar as infrações. O Fiat Uno da foto é um dos veículos em situação irregular. A serviço da Vigilância Sanitária, o carro tem uma multa vencida no valor de R$ 130,67. A prefeitura não paga o seguro obrigatório do carro há dois anos e o único licenciamento do carro aconteceu em 2005, quando ele saiu da fábrica.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Sofrimento dos moradores de Itaóca


O RJ-Móvel foi à Ilha de Itaoca, na periferia de São Gonçalo, para comprovar o estado de abandono do lugar. São sacos de lixo jogados pelo chão, ruas não pavimentadas e enlameadas.

O RJ-Móvel esteve na Ilha de Itaóca, na periferia de São Gonçalo. O acesso dos alunos para escola estadual do bairro está cheio de lama. Uma equipe de reportagem do RJTV chegou no local na manhã desta quinta-feira (8) e todas as pessoas entrevistadas reclamaram do estado de abandono do lugar. Ilha de Itaóca é um lugar esquecido. É o que dizem os moradores. "A gente está pedindo socorro", afirmou uma senhora. Sacos de lixo largados em terrenos comprovam o abandono. Parece que não existe coleta e nem mesmo as ruas. "A prefeitura só passa a máquina, afunda mais a rua. Vem a água da maré e ascaba com tudo", contou um morador. A equipe do RJTV teve dificuldades de circular pelo bairro. "Para sair de casa, é muito sofrimento", afirmou Oscar. O ponto de ônibus fica sempre lotado, e muitas linhas foram suspensas."Tem que acaber todo mundo dentro do ônibus. eles têm que dar o jeito delesa gente tem que ir",se revolta uma senhora. "Lá apra dentro, também é cheio de buraco. Eles não fazem nada. É um descaso total", disse um passageiro de dentro do önibus. Por isso, muita gente acaba preferindo usar pequenas barcas que levam até a Ilha de Paquetá. "Pegar essa barca, ir até Paquetá ou pegar uma até o Rio. Eu trabalho em Niterói. Então, pegar outra até Niterói", conta uma senhora. Os alunos de um Ciep têm que caminhar até a escola, porque o ônibus que fazia o trajeto não circula mais. "Alunos já abandonaram a escola. Ao todo, 150 já abandonaram a escola. Dois professores já pediram para sair e já foram, porque não suportam mais passar por essas dificuldades", revelou a diretora do Ciep, Tânia Rangel. "Respeito. Nós queremos dignidade. Queremos o direito de ir e vir", se revolta uma senhora. A Prefeitura de São Gonçalo prometeu que, ainda nesta quinta-feira, a coleta de lixo será regularizada no bairro. Sobre o problema da falta de pavimentação, a Secretaria de Meio Ambiente informou que que as ações precisam ser estudadas, por causa do impacto ambiental, em uma área de manguezal. Por isso, medidas emergenciais estão sendo tomadas, como a colocação de pedras nas ruas. Já a Secretaria Municipal de Transportes informou os ônibus só vão voltar a circular, depois que as ruas forem melhoradas.

Professores de São Gonçalo decidem manter greve


Mais de 400 professores e funcionários das escolas municipais de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, reunidos em assembléia realizada na tarde desta quarta-feira, decidiram manter a greve iniciada na última segunda-feira. Antes do encontro, a categoria, juntamente com alunos e responsáveis, realizou um protesto na porta da prefeitura para reivindicar da prefeita Aparecida Panisset uma proposta de reajuste salarial e uma resposta para as outras reivindicações. A assembléia também decidiu que, na próxima quarta-feira, será realizada uma passeata da Praça Zé Garoto até a prefeitura, com concentração marcada para 14h. Logo após a passeata, será realizada nova assembléia para decidir os rumos da greve, que já dura quatro dias. Os profissionais da rede municipal de São Gonçalo reivindicam reajuste salarial de 26% para cobrir as perdas salariais dos últimos anos. Em 2007, a prefeita Aparecida Panisset concedeu um reajuste de 0,01%, considerado irrisório pela categoria e decisivo para que a greve fosse iniciada.
A rede municipal de São Gonçalo é composta de 80 escolas, onde trabalham cerca de 3,5 mil profissionais de educação, responsáveis pelo atendimento de cerca de 50 mil alunos. O piso do professor é de R$ 560 e dos funcionários administrativos, de R$ 273. A greve, conforme a decisão dos professores, é de ocupação, ou seja, os profissionais irão para as escolas, e realizarão atividades de esclarecimento sobre os motivos da greve para a comunidade escolar.

Ilha de Itaoca pede socorro

Nesta quinta-feira, moradores de Itaoca, em São Gonçalo, protestam em busca da tão sonhada pavimentação das ruas e saneamento básico do bairro. A manifestação acontecerá na Praça Luiz Palmier, das 14h às 16h.Quando a maré sobe a água invade a estrada danificando os carros e formando buracos no trajeto. No local não há horário certo para o ônibus passar, moradores esperam até três horas para se locomover, as crianças não conseguem chegar à escola. Outras manifestações já foram feitas, mas até o momento nada foi feito.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Wellington Salgado acusado de sonegar tributos

Acusado de sonegar tributos entre 2000 e 2002, época em que foi diretor da Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura (Asoec), o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) acabou denunciado esta tarde por crime contra a ordem tributária pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.Salgado teria deixado de pagar parcelas de um programa de refinanciamento de dívidas tributárias da Receita Federal. Por ser senador e, portanto, ter foro privilegiado, o caso corre em segredo no Supremo Tribunal Federal.O procurador-geral deverá propor a Salgado a suspensão do processo em troca de serviços comunitários. Se for condenando, ele ficará preso no máximo por dois anos.Suplente de senador, Salgado assumiu uma cadeira no Senado assim que o titular da vaga, Hélio Costa, se tornou ministro das Comunicações.

Você vai ler amanhã !!!

Nesta quinta-feira, 08 de maio, nas bancas, chega mais um Caderno “São Gonçalo” do Jornal EXTRA. Cinco matérias com denúncias de irregularidades da Prefeitura de São Gonçalo, estarão em destaque. Quem viu, garante que a prefeita vai ter um “troço” ao ler o suplemento. Amanhã!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Terra de ninguém, avenida vira depósito de lixo

Uma das mais importantes alternativas viárias de São Gonçalo, a Avenida Maricá, que liga o Jardim Alcântara ao Rocha, tem sido usada como depósito de lixo por moradores e desconhecidos, que param ao logo da via e despejam nas calçadas e canteiros toda sorte de detritos. No local você poderá encontrar um sofá abandonado no canteiro central da avenida. ou até mesmo os restos de um tanque de lavar roupas.



O descaso é tanto que no mesmo dia da foto do sofá, um cavalo foi avistado passeando em meio aos carros. Pela avenida passam pelo menos seis linhas de ônibus e muitos caminhões, a caminho do Centro da cidade. O cavalo andou tranquilamente pela avenida até parar sob uma árvore no canteiro.
Não é preciso circular muito pelas ruas de Santa Luzia, em São Gonçalo, para encontrar moradores indignados com o descaso da Prefeitura. Os problemas são tantos que fica difícil eleger o mais grave. Mas talvez os mais flagrantes sejam a falta de saneamento básico e de pavimentação de algumas ruas.

A General Pimenta de Castro, vira um verdadeiro rio de esgoto quando chove. "E não é chuva forte não", alerta a moradora. "Não precisa chover mais do que 15 minutos para a água bater nos joelhos". Em frente a sua quitanda, ela mostra a altura que a água costuma atingir. Como o leitor pode ver, a rua não é asfaltada – apenas um pequeno trecho é coberto por um cimento irregular. Mas muitos moradores garantem que a via consta como pavimentada na Prefeitura.
Triste, muito triste.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Greve dos professores de São Gonçalo




Professores da rede municipal começaram, nesta segunda-feira (5), uma greve por melhores salários. Na maioria das escolas da prefeitura, os alunos ficaram sem aulas.


De uniforme e mochila nas costas, Jefferson foi obrigado a voltar para a casa na manhã desta segunda-feira. O mesmo aconteceu com o irmão Fernando, de oito anos. “Se eu não for para a escola, eu não vou aprender a ler”, lamentou o menino.

E com Richard de Souza, de 12 anos, não foi diferente. “Os alunos querem vir aprender, mas não podem, porque não tem aula”, comenta o estudante.

Professores das escolas municipais de São Gonçalo decidiram começar, nesta segunda-feira, uma greve de ocupação. Ou seja, eles estão nas escolas, mas apenas participando de reuniões.

A greve foi votada em assembléia, na semana passada, mas desde março os educadores já vinham promovendo uma redução de carga horária para protestar contra a falta de reajuste salarial. A reivindicação é por aumento imediato de 26%. Atualmente, o piso do professor é de R$ 560. E o dos funcionários administrativos é de R$ 278.

A rede municipal de São Gonçalo tem hoje 80 escolas, onde trabalham 3.500 profissionais de educação. Por enquanto não são todos os professores e funcionários que aderiram ao movimento, mas se a greve atingir todos os colégios, 50 mil alunos vão ficar sem aulas.

“A princípio a greve é por tempo indeterminado. Mas temos uma nova assembléia na quinta-feira (8). E o que, na verdade, nós queremos é que a prefeitura apresente uma contraproposta”, revela a professora Maria Alice Veiga e Souza.

Silvia Ribeiro é mãe de um aluno da oitava série e sabe o quanto a paralisação vai prejudicar o filho. “Meu filho está sem aula, ele não gosta de ficar sem estudar, ele está triste. Meu sentimento é de muita tristeza”, destacou a mulher.

A Secretaria de Educação de São Gonçalo diz estar avaliando se concede ou não o aumento aos professores. Segundo a prefeitura, apenas 10% das escolas ficaram sem aulas, nesta segunda-feira, e o ponto dos grevistas será cortado.

domingo, 4 de maio de 2008

Lama e poeira na Estrada Engenho do Roçado

Quando faz sol, a Estrada Engenho do Roçado, em São Gonçalo, é pura poeira, quando chove é um lamaçal. Apesar disso, o IPTU é cobrado normalmente.

Calçada quebrada em Parada 40

No Bairro Parada 40, em São Gonçalo, calçadas rachadas, tampão fora do lugar e lixo fazem com que pedestres tenham que andar pelo meio da rua. De um lado da Rua Rubens Falcão, esquina com a Rua Francisco Portela, existe acúmulo de lixo, do outro, um tampão fora do lugar e ao seu redor a calçada encontra-se toda quebrada (foto), o que representa um risco para o pedestre. A calçada quebra, racha e fura, com o tempo (chuva e sol) e com o acesso de veículos, falta só a manutenção periódica.

Buracos e lama em rua de Maria Paula

A Rua Frederico Malesherbes Figueiredo, no bairro de Maria Paula, em São Gonçalo, está em péssimo estado. Quando chove, os buracos ficam ainda mais acentuados e provocam estragos nos veículos que ali trafegam.

sábado, 3 de maio de 2008

TCU condena município de São Gonçalo

O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o município de São Gonçalo (RJ) a pagar R$ 1.917.465,75, valor atualizado, por desvio de finalidade de recursos repassados ao município pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS). A verba integrava o Piso de Atenção Básica (PAB) e foi utilizado indevidamente para o pagamento de despesas de pessoal do Programa Saúde da Família (PSF). A cobrança judicial foi autorizada. O ministro Marcos Bemquerer Costa foi o relator do processo.

Católicos de São Gonçalo fazem missa de protesto contra afastamento de padre

Católicos de São Gonçalo estão programando para o final da tarde deste domingo uma missa de protesto contra o afastamento do padre José Osmar de Medeiros, o Padre Dé, da Paróquia de São Judas Tadeu, onde estava há 13 anos. Conhecido por sua irreverência, o sacerdote, que é motociclista e surfista, já foi afastado da paróquia em 1997 pelo bispo de Niterói por ter comparecido a um retiro espitural de sandálias. A missa de amanhã será realizada no Rincão do Senhor, um imenso galpão na Estrada da Água Mineral, onde as missas do padre Dé atraem milhares de fiéis aos domingos. No protesto de amanhã são esperadas dez mil pessoas.
Segundo depoimentos de fiéis no site de relacionamento orkut, o sacerdote teve uma discussão com a prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset, há 15 dias, depois de cobrar obras sociais prometidas e não cumpridas pela prefeita. Ela teria, segundo os fiéis, pedido o afastamento do padre ao Arcebispo de Niterói, Dom Alano Maria Pena. A assessoria da prefeita, que é evangélica, negou qualquer desentendimento de Aparecida Panisset com o sacerdote, que celebou a última missa na noite de quarta-feira, se despediu dos fiéis e desapareceu.
Padré foi localizado na casa de parentes, em Arraial do Cabo, pelo radialista Ademilton Ferreira. Ele preferiu não falar sobre o motivo que provocou seu afastamento antes de se encontrar com Dom Alano, que, segundo o padre, ficou de ir a Arraial do Cabo neste fim de semana para se encontrar com o sacerdote.
Adepto da Renovação Carismática, segmento da Igreja Católica que tem o padre Marcelo Rossi como maior ícone no país, Padre Dé tem estilo alegre nas celebrações.
A popularidade do sacerdote pode ser medida nas missas realizadas no Rincão do Senhor, que chegam a reunir 15 mil fiéis nos finais de semana. No fim do ano passado Padre Dé foi vítima de um episódio de violência. Ele teve seu automóvel, um Peugeot 206, um relógio e R$100 roubados na porta da igreja, após a celebração de uma missa.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Escolas municipais de São Gonçalo decidem entrar em greve a partir desta segunda feira

Os profissionais das escolas municipais de São Gonçalo decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira, dia 5 de maio. A deflagração da greve foi votada em assembléia, realizada ontem à noite pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), que reuniu centenas de professores, funcionários e demais membros da comunidade escolar. Desde março, as escolas municipais de São Gonçalo já vinham promovendo uma redução de carga horária para protestar contra a falta de reajuste salarial.
No dia 8 de maio, a categoria fará um ato na porta da prefeitura para reivindicar uma proposta de reajuste que contemple a solicitação dos profissionais de 26% de reajuste imediato para repor as perdas salariais ao longo dos últimos anos. Em 2007, a prefeita Aparecida Panisset concedeu um reajuste de 0,01%, considerado irrisório pela categoria e decisivo para que a greve fosse aprovada na assembléia de ontem. Logo após o protesto na prefeitura, às 16h, o Sepe realizará uma assembléia geral, na Escola Municipal Castelo Branco, para avaliar os rumos da greve e das negociações com o governo municipal.
A rede municipal de São Gonçalo é composta de 80 escolas, onde trabalham cerca de 3,5 mil profissionais de educação, responsáveis pelo atendimento de cerca de 50 mil alunos. O piso do professor é de R$ 560,00 e dos funcionários administrativos, de R$ 273,00.

Seu voto vale um pula-pula?

Dizem os antigos que a mulher fisga marido pelo estômago. E político? Fisga o voto do adulto ganhando a criança? Bem, se a tática funciona, só as eleições de outubro vão dizer, mas a classe política de São Gonçalo tem usado do artifício de agradar os pequenos para atrair os grandes às inaugurações de ruas e avenidas pavimentadas. Os eventos são sempre acompanhados de infraestrutura de lazer para a criançada, como cama de bolinhas, pula pula e até guloseimas. Os eventos são anunciados com antecedência, como mostra a foto, que avisa sobre a entrega das obras da Avenida Maricá, ocorrida no último dia 18.

Mas há quem não goste do estratagema. A Foto ao lado mostra o protesto de moradores de uma das ruas transversais à Avenida Maricá, que reclamam dos agrados. Sem ter recebido o mesmo asfalto da rua principal, eles descontam num vereador local, conhecido por colocar um trenzinho com música para animar as inaugurações. Fotografada no dia 15 de abril, a faixa já foi retirada.
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